Mesmo com todos os avanços da medicina, as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo. Parte desse cenário se deve a diagnósticos tardios e a abordagens pouco personalizadas, que dificultam uma prevenção efetiva. É nesse contexto que a Cleerly ganha protagonismo, ao apresentar novas evidências que reforçam o papel da inteligência artificial (IA) em tomografias coronarianas (CCTA) como um divisor de águas na avaliação da doença arterial coronariana.
Durante o congresso ACC.25, com publicação simultânea na revista Circulation: Cardiovascular Imaging, a Cleerly apresentou dados robustos que demonstram como seu software AI-QCT ISCHEMIA entrega uma análise mais precisa, preditiva e personalizada dos riscos cardiovasculares quando comparado aos métodos tradicionais.
O que revelam os novos estudos?
O CONFIRM2 é uma das maiores análises já realizadas envolvendo CCTA assistida por IA. O estudo reuniu 3.551 pacientes sintomáticos, provenientes de 18 centros em 13 países, sendo quase metade mulheres. O objetivo central foi comparar a acurácia preditiva da IA com os escores clínicos convencionais na previsão de eventos cardiovasculares maiores (MACE).
Principais achados:
Mulheres, mesmo com menor carga de doença arterial, apresentaram risco mais elevado de MACE do que os homens.
O volume de placa não calcificada e o percentual de estenose detectados por IA foram os preditores de risco mais consistentes.
A IA superou escores tradicionais como o Diamond-Forrester na estratificação de risco.
Estudo AI-QCT ISCHEMIA
Complementando os dados do CONFIRM2, o módulo ISCHEMIA da Cleerly, baseado em estudos anteriores como CREDENCE e PACIFIC-1, trouxe resultados expressivos:
- Pacientes com resultado positivo no ISCHEMIA apresentaram risco sete vezes maior de MACE ao longo de oito anos.
- A IA conseguiu correlacionar morfologia da placa com disfunção isquêmica, algo que antes dependia de exames invasivos.
Como funciona o AI-QCT?
O software desenvolvido pela Cleerly aplica IA para interpretar exames de tomografia das artérias coronárias (CCTA) com foco em:
– Quantificar estenoses e volume de placas
– Classificar os tipos de placa: calcificada, não calcificada e mista
– Mapear localização e gravidade das obstruções
A tecnologia foi treinada com milhões de imagens clínicas, homologada pela FDA e já integrada a sistemas de imagem e prontuários eletrônicos em diversos centros de saúde.
Impactos clínicos e para o sistema de saúde
Para os médicos:
– Avaliação mais precisa dos riscos cardiovasculares, baseada em evidências quantitativas
– Apoio à decisão terapêutica: iniciar estatinas, indicar cateterismo ou cirurgia
– Maior segurança na avaliação de populações subdiagnosticadas, como mulheres
Para os pacientes:
– Diagnóstico não invasivo, indolor e altamente confiável
– Detecção precoce mesmo na ausência de sintomas
– Redução de eventos graves, internações e intervenções desnecessárias
Para operadoras e sistemas de saúde:
– Otimização de recursos com exames mais eficazes
– Redução do uso de métodos invasivos
– Base concreta para programas de rastreamento e prevenção em larga escala
Avanços regulatórios e comerciais
A tecnologia da Cleerly já possui aprovação da FDA e reconhecimento da AMA (American Medical Association), que concedeu um código CPT Categoria I específico para a análise de placas com IA. O Medicare norte-americano também já cobre esse tipo de exame em pacientes sintomáticos.
A tecnologia da Cleerly já possui aprovação da FDA e reconhecimento da AMA (American Medical Association), que concedeu um código CPT Categoria I específico para a análise de placas com IA. O Medicare norte-americano também já cobre esse tipo de exame em pacientes sintomáticos.
Com mais de US$ 100 milhões em investimentos recebidos, a Cleerly planeja expandir globalmente sua atuação e avançar para aplicações em prevenção primária. Um passo firme rumo a uma cardiologia mais preditiva, acessível e eficaz.